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Blog Universo CRM

26
jan

Não seja “difícil”

Publicado por Paulo Rogério Mendes

Arrogante, egoísta, autoritário. Ninguém quer associação com nenhum desses objetivos mas, na vida profissional, não são todos que conseguem passar sem essa marca. Quem tem dificuldade de flexibilizar, aceitar a opinião alheia ou simplesmente ouvi-la normalmente ganha o rótulo de “pessoa difícil”. E, se conquistá-la é fácil, o mesmo não acontece para livrar-se dela.

Ainda que o conceito de inteligência emocional seja quase um clichê no ambiente corporativo, esse ainda é um ponto a trabalhar dentro da maioria das empresas. Um profissional dotado de inteligência emocional se conhece bem, entende seus sentimentos, sabe lidar com eles e mobilizá-los de forma estratégica para alcançar seus objetivos. Esse profissional não é tão comum quanto o mercado leva a crer.

Um estudo sobre o tema realizado recentemente pela Fundação Dom Cabral com 1.200 profissionais em níveis gerenciais de empresas brasileiras é prova disso. A pesquisa mostrou que grande parte dos líderes desse país é vulnerável emocionalmente, ainda que sejam reconhecidos por sua inteligência cognitiva. Os profissionais em cargos de liderança avaliaram a autoconfiança como sendo uma de suas melhores competências emocionais, mas ao mesmo tempo apontaram distância em relação ao autoconhecimento.

Sem o entendimento de como funcionamos como indivíduos é impossível gerir as emoções no ambiente de trabalho e fazê-las trabalhar a seu favor. Por isso parece mais fácil identificar os problemas de comportamento alheios: a “pessoa difícil” geralmente acha que o mundo está contra ela por inveja ou falta de boa vontade, quando na verdade está projetando esses sentimentos e ignorando o feedback que indica quão complicado é lidar com ela. E lá vem mais autoritarismo, agressividade, teimosia, impulsividade.

Com a atual competição de nível internacional que domina o mercado, o foco geralmente é mais voltado ao resultado que um colaborador é capaz de alcançar que a seu comportamento. Isso conta a favor e contra a “pessoa difícil”. Se, por um lado, ela pode preocupar-se mais com o que gera para a empresa que com seus relacionamentos interpessoais, por outro lado ninguém vai querer perder tempo tentando se fazer entender diante de alguém que não cede nem facilita a convivência.

Quando a área de Recursos Humanos sabe seu nome de cor de tanto receber reclamação, não são necessários muitos deslizes para que seu lugar na empresa seja questionado.

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